faz tempo que venho sinalizando pra isso de inuuuuuumeras formas: a experiencia online nao é da mesma natureza e riqueza da experiencia direta. eu sempre alertei: há riscos, há armadilhas, há que se tomar cuidado.
(well, nao preciso dizer que discursos desse tipo nao fazem o menor sucesso)
acabo de ouvir uma entrevista genial com um academico da UCLA que está descobrindo que:
convenhamos: no twitter, no facebook, nas listas, nos eventos... sao sempre as mesmas figurinhas carimbadas. as vezes tenho a impressao de que estamos num episodio do twilight zone ou no truman show :)
perguntelhas:
eu já andei dizendo por aqui que nem tudo o que é tecnicamente possível é bom. agora me caiu outra ficha: nem tudo o que é tecnicamente possível é humanamente possível. por exemplo: é humanamente impossível seguir pra valer mais de uma duzia de twitteiros :)
ouça uma divagação breve sobre o humanamente impossível
hoje vou fazer uma apresentação sobre tendências e futuro e fiquei pensando: agora que web 2.0 e social media já começam a cair no mainstream, qual vai ser a próxima bola da vez?
ouça uma reflexão rápida sobre futuros perecíveis com data de validade vencida :)
estava ouvindo um economista outro dia e ele deu a chave pra entender a crise financeira: erramos de novo. deixamos os bancos agirem fora da sua área sem nenhum tipo de controle, acreditando que a razao imperaria e tudo se regularia por conta própria.
well, em 1929 deu no que deu. agora em 2008...
ouça um paralelo meio arriscado sobre o risco de se acreditar demais na auto-(indi)gestão
eu venho produzindo sem parar há decadas: artigos, podcasts, vídeos, palestras, screencasts... produzi e publiquei tudo mas nunca me dei muito ao trabalho de "empacotar" direito o que faço. nunca me preocupei direito com a findability ou com a viralizacao daquilo que produzo. mea culpa.
ouça um desabafo personalíssimo de quem vive semeando ao vento sem arar nem colher.
que coisa mais maluca isso... a gente fala fala fala de transparencia, conversaçoes, diálogos, mas tem muita empresa 2.0 por aí ressuscitando algo que parece stalinismo: controle do que é dito, segredos mil, obscurantismo...
bons tempos em que glamour era coisa de cinema, de revista de moda... agora até telefone tem glamour. até busca tem glamour.
a tecnologia avança mas a gente não?
ouça uma divagação nem um pouco glamourosa sobre essas armadilhas em que a gente cai com tanto gosto
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