Quantas vezes por semana alguma coisa na web te faz dizer em voz alta "uau, que legal!"? Convenhamos: poucas. O Google Street View? O Orkut com feed RSS? Os demos do Silverlight? Well, é o que eu consigo me lembrar assim de bate-pronto. Lembro desses e... do site da HBO Brasil.
Um aparte: eu sou um ex-HBO. Eu fui produtor de programas na HBO por um ano (programas de TV, bem-entendido, não programas de computador :) ) Quando foi isso? 1996? Caramba, onze anos. Foi quando eu larguei TV e comecei a trabalhar com internet. Faz tempo.
Escrever de boca cheia é muito feio? Espero que não. Só não ofereço, aliás, porque não vai dar tempo: vou matar esse de ovo de páscoa em um piscar de olhos de coelho. De qualquer maneira fica a dica: marzipan e chocolate amargo nasceram um para o outro. Coisa de destino
Ovos de páscoa são, aliás, categoria-destino. Juro! Eu ouvi isso do rapaz responsável pela área de ovos de páscoa de uma grande empresa de chocolates. Ouvi e não entendi, claro, mas ao invés de fazer cara de paisagem, perguntei:
- Ahn?
Que Beethoven não nos ouça, mas talvez
ele não tenha sido tão genial assim. Ao menos foi o que aprendi escutando
uma entrevista bárbara outro dia com um professor de música.
Beethoven se dava ao luxo de escrever,
reescrever, rabiscar, rascunhar e ir lapidando suas partituras até
o ponto em que estivessem redondas, perfeitas, insuperáveis.
Vocês conhecem Lagos, Nigéria? Eu conhecia de ouvido: ouvi a respeito num podcast semanas atrás. Ontem conheci um pouco mais lendo um artigo na revista Piauí, e descobri então que não quero conhecer Lagos tão cedo. Ao menos... não a pé :)
Quando vejo uma aula de spinning, daquelas em que um esquadrão de bicicletas voa baixo sem sair do lugar sob o empuxo furioso de corpos empapados em suor ao som de música infernal, sempre lembro que em alemão "Spinnen Sie?" quer dizer "você está maluco???".
Ok, não escondo: não é só com relação à Academia com "A" maiúsculo que tenho problemas... Quando o assunto é academia com "a" minúsculo e shorts idem tenho calafrios com C maiúsculo. Assumo.
Até hoje não entendi bem o que me pega de mau jeito em academias. A música de fundo? Coloco meus fones, ligo meu player e... fico desconfortável do mesmo jeito. Aquele monte de máquinas à la Inquisição Espanhola versão-digital-cromada? Os semi-deuses desfilando? Os espelhos, o branco polar nas paredes e chão, os televisores cada um em um canal igualmente chato?
Pergunte-se COMO
OK, OK, esse título lembra dietas, adesivos de carro e campanhas de auto-ajuda. É vero.
E dietas me lembram verão, e verão me lembra tempo, e tempo me faz pensar no meu aniversário, e 42 anos de idade me faz lembrar da resposta para o sentido da vida e do universo e tudo o mais e também me faz pensar que pressupor que todos leram o mochileiro das galáxias é coisa de dinossauro, mesmo.
Desculpem-me a crise rápida de meia-idade mas é que toda vez que me preparo para escrever minha coluna aqui na revista eu me pergunto: quem sou eu, enfim, diante de tanta gente gabaritada, frente a tantos leitores com fome de relevâncias?
aqui vai uma novidade interessante: uma tag cloud baseada nos teus feeds RSS:
O que você quer?
Sim, estou falando contigo. Responda.
Assustou? Então falemos de outra coisa enquanto você pensa. Para a conversa ficar mais interessante, aventuremo-nos no arriscado território do infalável. Eu quero falar sobre Querer.
"Eu quero falar" é bem diferente de "eu gostaria de". Se eu quero eu quero, não tem por quê colocar num subjuntivo açucarado. Eu quero. Nem é questão de desejo, é vontade mesmo. Desejar é passivo: você depende de algo externo que lhe desperte o desejo, seja uma barra de chocolate ou um sex symbol qualquer.
Querer não, querer é coisa minha. Só eu sei o que quero. Se você quiser algo diferente, por favor coloque suas cartas na mesa.
este foi meu artigo de estréia para a revista Webdesign, que também estreava nas bancas.
O carro dos ovos chegou!
Ovos? Sim, uma dúzia de ovos agora cairia bem, sobretudo se caíssem na cabeça desse chato movido a diesel, desse entrepreneur da mídia de interrupção, interrompendo minha soneca de sábado com uma gravação que já sei de cor.
Ovos? Quando eu precisar de ovos eu vou ao mercado, não preciso que a montanha de ovos venha a Maomé se anunciando no megafone como se fosse a Boa Nova. Ovos são ovos, oras.
Eu nem como ovos. Devo estar perdendo algo fabuloso, a julgar pelo entusiasmo da gravação. Deveria dar vivas pela chegada dessa benção dos céus à minha modesta rua da Bela Vista, mas não estou nem aí para ovos, ainda mais se eles estão bem aqui, no meio do meu ex-sossego.
artigo escrito para a revista Webdesign n. 2
É uma ironia eu confessar isso por escrito, mas... anda difícil escrever. Não que palavras me faltem, isso não. Sou tão verbal que meu cérebro funciona em DOS, sem interface gráfica. Sou um candidato a Cyrano de Bergerac com nariz e tudo. Nem é o caso de falta de idéias, tampouco: elas ainda me assediam o dia todo e mal dou conta delas, o equivalente cerebral de um Don Juan que passou Italian Pine.
Meu problema é outro. Meu problema é relevância.
Dramática, a questão. É só me ocorrer uma idéia nova e logo vem a asa negra da dúvida, perguntando com voz funesta (em alemão, claro): Und? Pronto, broxei.
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