ok, é um teste ainda, e um teste duplo: estou testando uma funcionalidade do Blogger (postar por email) ao mesmo tempo que testo a dinâmica de um blog atualizado a N mãos.
quer acompanhar? será um prazer
criei uma pagineta alimentada pelos meus feeds tanto do my web quanto do del.icio.us (que pretendo voltar a usar) ela nasceu para um fim especifico, mas compartilho aqui com o maior prazer :)
Onde: um belo restaurante. Quando: um belo domingo.
Fato: me acharam.
O celular tocou. Que hora, pensei. Conferi o identificador de
chamadas: um número qualquer. Pedi licença à minha companhia, me afastei e atendi.
"René?"
"Sim, quem fala?"
"Você faz trabalho?"
Fazer trabalho? A primeira idéia que me ocorreu foi macumba.
Well, não era isso. Era trabalho de faculdade, ou melhor, uma versão on-demand e outsourced de trabalho de faculdade, onde um grupo neo-picareta de estudantes apela para um equivalente estudantil da bruna surfistinha e paga por um trabalho de escola encomendado. Claaaaaaaro, o grupo "briefa" antes. Tudo muito profissional.
Cabelo espetado? Não... Revolto? Não. Careca? Loiro? Moicano? Não, não, não.
Custou mas acabei encontrando algo parecido com meus cabelos
grisalhos. Pronto: meu avatar (a figurinha que escolhi para me
representar no Messenger) ficou mais fiel a mim mesmo. Meio jovial
demais, mais sorridente ainda do que o rené original mas tudo bem,
melhor que minha foto 3x4 clássica. Ao menos ele pisca :)
Com o tempo acostumei com esse eu-cover. Simpático, meu avatar. Mais
um pouco eu passo uma procuração para que ele me represente em tempo
integral. Reuniões chatas? Conference calls? Ir ao banco? Meu avatar
Um velho amigo dizia: antes das onze o mundo não tem consistência.
Figura divertidíssima, ele, e saudosa também.
Faz tempo que não o vejo, talvez por conta de ser, ao contrário dele,
tão diurno, de levantar tão cedo, de não ser um habitué da noite
paulistana. Nem de noite nenhuma, aliás: passou da meia-noite, eu
passo um vale :)
Quando o dia nasce bonito como hoje fica mais fácil: você vai até a
janela você o céu colorido sobre uma cidade ainda opaca, cinzenta, a
brisa ainda fresca e sorri. Eu sorrio, ao menos.
Lá embaixo vi um pedestre e me perguntei: o que será que ele está
Sugeriram-me conduzir um curso sobre comunidades online, e relutei. Aceitei só depois de muita hesitação e incerteza, e enfim compilei alguns princípios básicos e me pus a estruturá- los de maneira didática, a preparar exercícios, referências...
Nasceu um curso breve, com mais perguntas do que respostas, como um bom curso deve ser.
Chegar a alguma conclusão sobre como gerenciar algo tão vivo e intenso quanto uma comunidade online pareceu-me sempre uma quimera.
Jamais tentei sistematizar ou registrar ou compartilhar o que descobri nesses anos todos. Mas acho que agora sim tenho algo "compartilhável".
artigo para revista webdesign
Dias atrás reencontrei bons e velhos amigos, gente que não via faz tempo, alguns há quase dez anos. Muitas risadas, lembranças queridas, pizza, brindes... e uma percepção geral: a grande história que vivemos juntos não entrou para a história.
Devíamos escrever um livro!, alguém arriscou. Um documentário!, sugeriu outro. Eu calei. Para mim sempre foi claro que algumas histórias, boas ou não, nunca vão mais longe do que a mesa de um bar (ou um divã de psicanalista). São complexas demais, são intensas demais, são revolucionárias demais. Ou você as viveu, ou não.
artigo para revista webdesign
OK, isso não é coisa pra se perguntar assim do nada, mas a questão quase me acerta na testa mal eu abro a porta, e voilá a dita ave em pânico se debatendo contra o teto, paredes, um furacão azulado sem freios nem juízo.
Rapidamente notei que alguém já estava se dedicando a esse problema filosófico de maneira bastante atlética, e antes que ele literalmente matasse a charada, tirei meu gato de cena. O pobre passarinho não tinha sete vidas, enfim.
Como se pega um beija-flor?, pensava eu quebrando a cabeça enquanto o pobre bicho quase quebrava a própria. De sopetão? De tocaia? Com as mãos? Com uma rede? Perto de uma criatura tão delicada eu me senti um godzilla tosco. E pensar que ele descendia de dinossauros, e não eu.
O Tarzan deve morrer de inveja do Homem-Aranha: o cara clica num botão e zás, sai um cipó automático limpinho para se baloiçar sobre abismos. Assim é fácil.
Para piorar a raiva, a selva de pedra tem mocinhas muuuito mais
interessantes do que a Jane e a Chita. Sem platéia feminina de que adianta desfilar saradão e seminu pela floresta, afinal? Uma banana pra esse mascarado, deve grunhir o homem-macaco.
É curioso que um dos super-heróis mais queridos seja... uma aranha. Imagine você convencendo um cliente ou chefe de que um homem-inseto que sobe pelas paredes e lança teias vai ser um estrondo comercial. Faça isso hoje e o cara ou te demite ou pede antes um focus-group, que vai optar fragorosamente pelo Iridiscente Homem-Borboleta. Só o Stan Lee mesmo para emplacar uma idéia improvável dessas.
Você vai ficando mais velho e o que era elogio passa a te deixar com
um pé atrás. Por exemplo: ser um profissional "sênior" indica uma
trajetória profissional longa e rica ou quer dizer que... por decurso
de prazo você já virou um "ex-jovem"?
E ser um "peso-pesado"? Significa que você precisa retomar a dieta
a-go-ra ou que a sua atuação é poderosa e faz diferença no jogo de
forças?
Pelo sim, pelo não, essa semana eu me inscrevo numa academia. :)
Se você não for tão sênior assim talvez nunca tenha ouvido falar de um
peso-pesado magnífico, o Cassius Clay. Já? Não? Mohammed Ali, então?
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