O "Getting Things Done" ou GTD é um sistema de produtividade pessoal criado por David Allen cujo objetivo é tirar da mente (ou memória RAM mental) de quem o usa as lembranças constantes de tarefas para poder tomar decisões de alto nível criativo sobre elas, com o mínimo de stress. Este sistema está descrito em seu livro A arte de fazer acontecer, Editora Campus.
Esse sistema permite que até mesmo o mais desorganizado dos seres (eu por exemplo) sinta maior poder sobre as coisas que deve realizar, mesmo que não implante o sistema completamente (o que não é recomendado pelo autor). Consiste basicamente em colocar toda a tralha da sua vida em sua caixa de entrada e decidir qual será a próxima ação a ser tomada em relação a ela. (veja os princípios no Blog do René no Yahoo!)
(Esse banquinho aí do teu lado... não, não, aquele ali. Me empresta? Coisa rápida, é só para fazer um manifesto.)
Caríssimos, do alto desse banquinho quarenta anos vos contemplam, e é alçado a esta altura imerecida que proclamo: abaixo os banquinhos.
(Pronto, aqui está teu banquinho. Não pretendo usá-lo de novo, obrigado)
Vocês me conhecem, eu não sou de botar a boca no trombone à toa, no máximo um manifesto aqui e uns podcasts ali, mas chega uma hora que temos que tomar posição. E é imbuído do senso de dever que digo: arredemos pé das nossas posições. Estamos entrincheirados demais.
Sim, você fala grego.
Duvida? Faça um teste agora mesmo: ligue para a sua mãe e diga que teu CSS, embora pareça seguir o estipulado pelo W3C, não degradadecentemente em versões antigas dos browsers baseados em Mozilla.
Tua mãe vai confirmar: você está falando grego. Só não espere que ela vá correndo se gabar disso para as amigas, porém. Ela deve se lembrar muito bem daquela vez em que te perguntou inocentemente se CD não tinha lado B e você, rindo, respondeu em grego. Ela se sentiu uma tonta.
Não, não estou dizendo que a tecnologia te tornou insensível (ou, parodiando um grande amigo e frasista, que você tenha virado um engenheiro frio e calculista). Apenas estou sugerindo que talvez valha a pena aprender mais duas palavrinhas em grego: hybris e sophrosyne.
Eu me pergunto se em Marte passa Picapau. Ué... ondas de rádio fazem isso, não? Vão embora espaço afora, infinito adentro. Não estranhe se os marcianos que chegarem aqui se dirigirem primeiro... ao seu gato. Muito Tom e Jerry dá nisso :)
Ver o mundo pela TV pode ter outros efeitos colaterais, como achar que a reprodução de pássaros canoros está ligada à colisão entre bolas de boliche e cabeças distraídas, ou que o máximo que pode acontecer se um piano de cauda despencar sobre você é um sorriso com sustenidos.
Curioso mesmo é que na vida real eu nunca tenha visto uma bigorna caindo, nem... um taxidermista. A julgar pelo número de desenhos em que o Picapau escapa de ser empalhado deveria ter um taxidermista em cada esquina, ao lado das barbearias com aqueles enfeites listrados girando.
Onde: um belo restaurante. Quando: um belo domingo.
Fato: me acharam.
O celular tocou. Que hora, pensei. Conferi o identificador de
chamadas: um número qualquer. Pedi licença à minha companhia, me afastei e atendi.
"René?"
"Sim, quem fala?"
"Você faz trabalho?"
Fazer trabalho? A primeira idéia que me ocorreu foi macumba.
Well, não era isso. Era trabalho de faculdade, ou melhor, uma versão on-demand e outsourced de trabalho de faculdade, onde um grupo neo-picareta de estudantes apela para um equivalente estudantil da bruna surfistinha e paga por um trabalho de escola encomendado. Claaaaaaaro, o grupo "briefa" antes. Tudo muito profissional.
Onde quer que você olhe, a mensagem é uma só: você está frito. Melhor
nem ouvir a caixa postal. A caixa de entrada, então... pior ainda. E
só de pensar na gritaria que te aguarda nem dá vontade de sair da
cama, isto é, se é que você ainda consegue pregar o olho e dormir.
Bem-vindo à InFernet, onde demônios sem piedade te assam em fogo e enxofre.
Com o tempo você acostuma. Teu pai te pergunta: como vai o trabalho,
meu filho? Você responde: uma correria danada. E ambos sorriem, porque
sofrer é bom sinal.
Será que é? Eu acho que não. Eu tenho duas notícias, uma boa e outra dolorida:
Um velho amigo dizia: antes das onze o mundo não tem consistência.
Figura divertidíssima, ele, e saudosa também.
Faz tempo que não o vejo, talvez por conta de ser, ao contrário dele,
tão diurno, de levantar tão cedo, de não ser um habitué da noite
paulistana. Nem de noite nenhuma, aliás: passou da meia-noite, eu
passo um vale :)
Quando o dia nasce bonito como hoje fica mais fácil: você vai até a
janela você o céu colorido sobre uma cidade ainda opaca, cinzenta, a
brisa ainda fresca e sorri. Eu sorrio, ao menos.
Lá embaixo vi um pedestre e me perguntei: o que será que ele está
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