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Dicas para utilizar o método GTD

O "Getting Things Done" ou GTD é um sistema de produtividade pessoal criado por David Allen cujo objetivo é tirar da mente (ou memória RAM mental) de quem o usa as lembranças constantes de tarefas para poder tomar decisões de alto ní­vel criativo sobre elas, com o mí­nimo de stress. Este sistema está descrito em seu livro A arte de fazer acontecer, Editora Campus.

Esse sistema permite que até mesmo o mais desorganizado dos seres (eu por exemplo) sinta maior poder sobre as coisas que deve realizar, mesmo que não implante o sistema completamente (o que não é recomendado pelo autor). Consiste basicamente em colocar toda a tralha da sua vida em sua caixa de entrada e decidir qual será a próxima ação a ser tomada em relação a ela. (veja os princí­pios no Blog do René no Yahoo!)

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Os intocáveis

Eu estava prestes a começar este artigo dizendo "você que gosta de idiomas...", mas me toquei a tempo que pouca gente tem apreço por lí­nguas. Deletei tudo, e recomecei com "você que lida muito com estrangeiros...". Deleta deleta deleta. De volta ao cursor piscando no iní­cio de uma página branca. É raro eu travar. Normalmente eu saio escrevendo/palestrando/gravando sem o menor embaraço, e as idéias vão se concatenando naturalmente, haja vista/ouvido o improviso do podcast Roda e Avisa (http://www.usina.com/rodaeavisa ) . Um tema, porém, quebra essa regra. Se eu não esvaziasse a lixeirinha do meu desktop ela pareceria hoje um cesto de papéis de escritor empacado, coberta por folhas amassadas atiradas com fúria.

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Pecado muito pouco original

Onde quer que você olhe, a mensagem é uma só: você está frito. Melhor nem ouvir a caixa postal. A caixa de entrada, então... pior ainda. E só de pensar na gritaria que te aguarda nem dá vontade de sair da cama, isto é, se é que você ainda consegue pregar o olho e dormir. Bem-vindo à InFernet, onde demônios sem piedade te assam em fogo e enxofre. Com o tempo você acostuma. Teu pai te pergunta: como vai o trabalho, meu filho? Você responde: uma correria danada. E ambos sorriem, porque sofrer é bom sinal. Será que é? Eu acho que não. Eu tenho duas notí­cias, uma boa e outra dolorida:

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Todo Santo Dia

Um velho amigo dizia: antes das onze o mundo não tem consistência. Figura divertidí­ssima, ele, e saudosa também. Faz tempo que não o vejo, talvez por conta de ser, ao contrário dele, tão diurno, de levantar tão cedo, de não ser um habitué da noite paulistana. Nem de noite nenhuma, aliás: passou da meia-noite, eu passo um vale :) Quando o dia nasce bonito como hoje fica mais fácil: você vai até a janela você o céu colorido sobre uma cidade ainda opaca, cinzenta, a brisa ainda fresca e sorri. Eu sorrio, ao menos. Lá embaixo vi um pedestre e me perguntei: o que será que ele está

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Olha que coisa mais linda...

artigo para a revista Webdesign

No aeroporto em Amsterdam, no elevador em Nova York, num táxi decrépito, em botequins vazios... Encontrar com ela é sempre mágico, inexplicável, e lá fica você de coração mole, cantarolando junto: a beleza que não é só minha.... Essa canção é cidadã do mundo.

A moça do corpo dourado do sol de Ipanema arranca suspiros até de quem não tem idéia do que seja Ipanema, Viní­cius, Tom, e seu mundo se enche de graça e fica mais lindo mesmo em lí­nguas estranhas e arranjos idem.

Graça é uma palavra interessante. Há coisas que você não quer nem de graça, outras te deixam sem graça e, sim, ela é uma graça por graça dos céus. Sempre coisa boa, graça, mas a Graça mesmo é cruel: ou se tem ou não se tem.

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Silêncios Reunidos

artigo para webinsider, abril de 2004 Curso de lí­ngua é assim, você acaba tendo que ler livros que não leria espontaneamente ou que talvez nem descobrisse sozinho, e foi assim que li uma historia estranhí­ssima, passada numa estação de rádio. O tí­tulo era algo como Das gesammelte Schweigen des Doktors...", nem me lembro mais.

Um dos personagens da história produzia um programa de entrevistas, e guardava escondido numa caixinha inúmeros tecos de fita magnética, daquelas de rolo, todas elas organizadas, etiquetadinhas, coisa de alemão mesmo.

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Teste da Anta

(artigo para a revista webdesign)

O site era bárbaro, ficamos todos boquiabertos. Nos idos de 98 não havia muitos sites como aquele. Hoje hot-sites de produto em flash e tal são carne de vaca, mas na época nem se falava em hot-site e as coisas eram feitas em shockwave mesmo.

Bacana mesmo é que o site era a cara do produto, um carro originalí­ssimo, bem-humorado, cool. Site legal, carro legal, tudo super promissor não fosse por um... alce.

Alce é um bicho descomunal, enorme, que faz vaca parecer pônei. Parece que tem muito nos paí­ses nórdicos, tem tantos que um dos testes de segurança para um carro é o "teste do alce".

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Diário de Bordo

San Francisco, Califórnia
- Vocês estão procurando algo? Posso ajudá-los?
Tirei meus olhos do mapa amarrotado e ali estava ele, sorridente. Perguntei por uma casa vitoriana XYZ que deveria ficar nas imediações. O moço a conhecia sim, era na rua de cima à esquerda, coisa simples. Agradeci pela solicitude e hospitalidade e pensei comigo: esse cara é o Google 2.0.

Miami, Flórida
Vishal me deu uma carona. Veeranna também veio conosco. No carro, comentávamos felizes o jantar indiano comme il faut que Lalitha nos oferecera. Perguntei ao Vishal se ele gostava da cidade, se ele gostava da América. Enquanto dirigia pela noite tranqí¼ila, me disse que tanto fazia Miami, San Diego ou qualquer outra cidade, dava mais ou menos na mesma. Encontrar lugar para morar, achar trabalho, fazer compras, dirigir, tudo na vida cotidiana era o mesmo, tudo funcionava igual. Sistema americano foi a palavra que ele usou. Você pode mudar de cidade sem pestanejar, porque o sistema é o mesmo. Insisti: vocês não estranham nada?.

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Era só bala que avoava!

artigo para revista webdesign

Dias atrás reencontrei bons e velhos amigos, gente que não via faz tempo, alguns há quase dez anos. Muitas risadas, lembranças queridas, pizza, brindes... e uma percepção geral: a grande história que vivemos juntos não entrou para a história.

Deví­amos escrever um livro!, alguém arriscou. Um documentário!, sugeriu outro. Eu calei. Para mim sempre foi claro que algumas histórias, boas ou não, nunca vão mais longe do que a mesa de um bar (ou um divã de psicanalista). São complexas demais, são intensas demais, são revolucionárias demais. Ou você as viveu, ou não.

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