zoológicos tornaram-se meu refúgio.
meses de museus, quilômetros de galerias, para enfim encontrar prazer estético, emoção contemplativa não em naturezas mortas, mas nas vivas, vivas e fora de contexto como eu, papagaios e antas e tucanos desentendidos, focas ilhadas, serpentes e grilos.
houve um papagaio brasileirissimo, nos fundos de um brechó em amsterdam, mais um companheiro de exílio, ele mascote de holandeses, eu de uma européia. ele verde e amarelo por fora, eu por dentro, sob quilos de lã.
ele dava o pé. eu tinha perdido o pé faz tempo.
Posted by renedepaula at janeiro 30, 2004 2:28 PMSeus textos são lindos! Fiquei freguesa!
Posted by: Liliane Ferrari at agosto 2, 2006 7:48 PMMe sinto assim à anos... uma "benção" como dizem alguns, a oportunidade de viver "nas Europas"... eles não se lembram de que são eles que estão no Brasil, e eu aqui meio "perdido" no velho mundo...
Posted by: Dalber at outubro 3, 2006 11:53 PM