fevereiro 17, 2004

impropriedades

o que é teu, enfim, numa terra estranha quando o estranho é você, quando te faltam palavras nessa língua alheia, quando te faltam palavras na tua própria língua que dêem nome a essa voragem, a essa sangria? nada é teu.

teu mesmo é esse nada que veio de contrabando, veio ilegal, produto interno bruto roncando na economia das trocas tão pobres, na escassez de toques que esse toque elefantino veio mitigar e acarinhar com a tromba que arranca troncos.

o que é meu aqui é só meu, desde sempre. e isso é problema meu.

Posted by renedepaula at fevereiro 17, 2004 7:53 PM
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