eu que estendi a mão.
ele que estava em correntes, ele que estava na jaula, e eu lhe pedi carinho. fui eu quem pediu arrego, eu quem pediu calor. eu queria colo, ele se ninava sozinho. eu libérrimo lhe pedi refúgio.
vai ver elefante não precisa de áfricas para ser elefante. ser elefante, quem sabe, é saga para heróis altaneiros, filósofos, sábios estóicos de três toneladas. vai ver o cárcere é sacrifício menor, coisa miúda.
eu me queixando em berço esplêndido, e topo com um impávido colosso.
Posted by renedepaula at março 16, 2004 9:16 PM