memória é um piano estranho, maniento, trambolho desafinado em que algumas teclas morrem e não fazem som por mais que você martele, enquanto outras basta relar e elas repetem repetem repetem para sempre e não se calam nem a tiros, nem com álcool, nem aos berros.
cá estou eu, tentando tirar desse velho episódio alguma melodia, algum som antigo, e o máximo que ouço é o impacto oco dos meus dedos em um teclado plástico.
Posted by renedepaula at maio 28, 2004 3:03 PM