10 reflexões sobre comunidades online (ou mais)
tempos atrás juntei tudo o que eu sabia, pensava e duvidava a respeito de comunidades online em um material de curso. o curso nunca aconteceu mas o material continua na usina, disponível a todos.
o tempo passou, muita coisa mudou e em um determinado momento (meio dramático, até) percebi que chegara a hora de repensar essa história toda, rever meus conceitos, preconceitos, preceitos, etc.
foi assim que nasceu a série abaixo, uma dúzia de posts em áudio sobre questões novas, questões abertas para as quais nem sempre tenho resposta. mas o que vale mais? uma boa resposta ou uma boa pergunta? eu gosto de boas perguntas :)
bom proveito, espero que minhas elocubrações te tragam alguma luz
um dia me caiu a ficha: this is not Kansas anymore. tudo o que eu pensava sobre ambientes sociais online e comunidades e o próprio digimundo estava mudando debaixo do meu nariz (o que é uma área extensa). decidi repensar e refletir a respeito numa série de 10 episódios. resultado: 11, 12, nem sei mais quantos episódios. e lá vai mais um: nem todos têm tempo pra comunidades, enquanto outros têm tempo demais :)
ouça uma reflexão rápida sobre um digimundo que se divide em dois: quem tem tempo, e quem não tem
a série "10 novas questões sobre comunidades online" ganhou... seu décimo-primeiro episódio :)
o tema é simples: comunidades e ambientes sociais nos tornam mais humanos? well, assista e comente :)
se você quiser baixar o vídeo em mp4, clique aqui :)
coroando a longa série de 10 novas reflexões sobre comunidades online lá no meu podcast Roda e Avisa, aí vai um vídeo ao volante sobre... o risco de comunidades ficarem... comuns demais:
se você preferir baixar o vídeo em mp4, clique aqui :)
é simples: não falamos a mesma língua. pior: não pensamos da mesma maneira. é um milagre que nos comuniquemos.
no dia-a-dia presencial ainda vai, é só bater o olho que dá pra ter uma idéia da tribo a que alguém pertence: tem cabelo verde? grisalho? espetado? usa piercing? gravata? o sotaque é de onde?
mas e no online, no email, no messenger? onde enquadrar alguem... que nao conhecemos?
ouça uma reflexão sobre como conversar direito... às cegas.
como saber se uma comunidade vai bem? um dos parâmetros pode ser... o diálogo, a conversa coletiva.
mas como saber se uma conversa vai bem? pelo que é dito?
minha dica: o sinal mais claro pode ser... o que não é dito. ou quem parou de falar. ou os assuntos que sumiram do mapa.
uma das questoes que mais me intriga e fascina desde sempre e' Poder. ok, ok, li demais foucaults e delleuzes e canetti, tenho ranços 68-ianos, mas agora, em plena web 2.0, a questao ressurge onde menos se imagina. por exemplo... no modesto e inglorio papel de quem lidera uma comunidade. nao importa a postura que voce adote, sempre vai haver dois fantasmas: o que as pessoas esperam do seu papel (argh) e o que elas projetam inconscientemente em voce (ai ai).
como já dizia um grego, tudo muda. como já dizia outro grego, existem essências imutáveis.
well, eu prefiro o primeiro grego, o Heráclito. mas a cabeça da gente funciona muito como a do segundo grego, Aristóteles: a gente quer que as coisas sejam idênticas sempre.
e uma comunidade, o quanto ela podem mudar sem deixar de ser... ela mesma?
ouça uma reflexão de alguém teimosamente fascinado com algo essencialmente... mutável.
hoje é o dia da amizade, e a coincidência é feliz: eu sou adepto praticante nao da fraternidade, porque isso já deu o que tinha que dar (e não foi tão bom). eu proponho e pratico e prego... a amizade como política, seja na first life ou em comunidades online.
comunidades se formam a partir de algo comum, uma chama. mas e se... essa chama gerar incêndios? que assuntos são inflamáveis? o que fazer com tipos explosivos? e como eliminar a fumaça ao final?
você entra num bar pela primeira vez. como você sabe se vale a pena ficar ou não? como você sabe se dá pra chavecar a esmo... ou não? como você sabe se veio com a roupa certa?
comunidades têm um pouco disso: quer haja regras explícitas em alguma parede ou não, o comportamento clássico de quem entra é prestar atenção por um tempo até intuir como as coisas funcionam, que assuntos são pertinentes, qual a maneira correta de se comportar.
well, mas agora que cada um entra e sai de 100 comunidades por minuto, será que dá tempo de sentir o ambiente? dá tempo de apreender alguma coisa? talvez não.
comunidades parecem surgir do nada, mas não é bem assim: existe uma paixão, uma obsessão, algo muito intenso que atrai e aglutina seus membros, e essa paixão ou existe... ou não.
a paixão só basta? well, talvez pra lua-de-mel sim, mas comunidades são como relacionamentos: se desenvolvem, frutificam, e podem desandar irreversivelmente.
se comunidades podem acabar.... como evitar isso? como conviver com isso?
faz tempo que não faço uma boa série do tipo "10 micos em projetos online". eu gosto desse desafio, sobretudo porque normalmente só sei o que gravar no primeiro episódio e tenho que dar tratos à bola pros outros 9 :D
comunidades, ambientes sociais, social hubs... tudo isso ganhou novos sentidos com a história de web 2.0. acho que vale a pena eu revisitar o tema e compartilhar com vocês algumas idéias, aprendizados e, sobretudo, equívocos :)
ouça uma reflexão um pouco mais longa que o normal sobre comunidades, confiança, guerrilha e os esperto-men batendo na nossa porta

Roda & Avisa

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este é um podcast de rené de paula jr com comentários sobre internet, cultura e tecnologia.
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