quando crescer

o ano 2000 era um brilho forte a uma distância imensa, brilho imerso na bruma das décadas que faltavam, em promessas da ciência e foguetes e robôs e eletrodomésticos assépticos pneumáticos.
eu fazia uma força danada para me imaginar homem feito, homem de inconcebíveis 36 anos, homem de feitos espantosos? messiânicos? heróicos?
o futuro era futurista, na época. coisa de ficção.


