quase cheia

algo mudara.
correndo os olhos pela partitura de luzes e lâmpadas, lendo os sinais nessa festa elétrica, demorei a perceber uma nota prolongada, surda, pano de fundo sutil mas massivo.
algo fazia os edifícios, as árvores e as coisas que a noite engole ganharem volume, volume sem cor nem contorno, algo fazia da cidade um corpo extenso e mudo.
era a lua.


