nem sei onde

virei na rua errada, acho. ou melhor: perco-me.
uma esquina em falso e entro num labirinto só de saídas, guiado por placas que não dizem nada, lado a lado com quem nem sabe, mas sabe aonde vai e de onde veio.
defeito estranho, esse. uma guinada rápida e, em mim, os mapas voam longe, meu norte sai rolando, o código das placas se perde. adeus referências, olá concretude, olá paredes e ruas e gente em estado bruto, absoluto, sílabas soltas de uma língua estranha, notas sem partitura, foto irrequieta sem qualquer legenda.
uma direção errada e pronto, adeus sentido.


