cada um

ele riu, eu ri também. ele ao volante, eu passageiro, no céu lá longe (onde?) nuvens negras, aqui o trânsito até que bom para essa hora da tarde.
"cada um é cada um", acrescentou sorrindo. há trinta anos aqui e ainda sonhava com mato, fazenda, céu com estrela.
há 39 anos aqui e ainda sonho com elevadores e botões e paredes em labirinto, sonhos que quase não mudam desde que me lembro por gente.
eu sonho em alvenaria.
ele achou graça. eu também


