em sol maior

prendo um fio aqui, estico um outro, costuro rombos com laços e quando dou por mim eis uma teia delicada no ar, estendida, teia que vibra ao menor toque, malha que o olho mal vê mas meus nervos sentem, cordas finas e longas que às vezes vibram, às vezes não, imprevisível orquesta de cordas que nem sempre tem conserto.


