sempre

eu devia tatuar isso no peito, nos ombros, na palma da mão para carregá-la comigo, para tê-la diante dos olhos e mantê-los límpidos, claros, lúcidos.
eu devia pendurar no pescoço de uma vez, para não esquecer nunca.
eu a carrego na memória, tatuada nos nervos, vívida nas narinas, na ponta da língua.
mesmo assim ela me falta.


