escuro

madrugada. quatro e quinze no relógio. madrugada e uma idéia incômoda afugenta meu sono: e se esses vôos não forem vôos? quem disse que deixei o ninho? tanto bater de asas, tantos mergulhos no nada, pousos forçados... o que parecem cacos de mim talvez sejam restos da casca, talvez ainda haja muito céu pela frente, talvez me falte envergadura.
custei a dormir.


