número

era chinês, o artista, só podia ser. as roupas magníficas, o rosto imperturbável enquanto pratos giravam em varas longas apoiadas no queixo, nas palmas, proezas além da física, além do físico compacto, fluido, exato.
adorava circo, adorava as cores, o extraordinário, meu coração suspenso voando com trapezistas, saltando sem rede com acrobatas impávidos.
podiam ensinar alguns truques. hoje me fazem falta.


