no fundo

céu hoje é manto baixo de cor cinzenta, promessa clara de garoa fina, de asfalto úmido, pára-brisa sujo.
a água pouca escorre rala ralo adentro, e as bocarras na sarjeta mal limpam a garganta seca.
fome, sede, minha fera faminta espreitando na sombra.


