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nesta terra de ninguém espaço livre não tem.
vidas roçam de leve as vidas vizinhas, passos são dados numa coreografia de anônimos, é tudo ombro a ombro, pele com pele, olhos nos olhos.
nesta selva densa de corpos inquietos, o que mais tem é espaço livre.
em cada dobra, em cada esquina, voragens sem fundo, começos de histórias, caminhos virgens te esperam. ou não.


