volts

noite com gosto acre, gosto de fio desencapado, de montanha-russa a contra-gosto, de lombo de cavalo xucro.
numa surra de sonhos não se afunda, e me debato na espuma nervosa que me impede o mergulho, o afogamento negro no silêncio sem corpo.
preciso dormir, carregar minha bateria. de eletricidades já estou cheio.


