onde bebo

no fundo da minha lembrança, num cantinho à sombra sobre o mármore, fica a velha moringa d'água, impávida, exalando o perfume vivo do seu bojo úmido.
a bica existe, ainda? a água gelada ainda jorra no pé do morro?
no altar sereno da minha memória bebo a água fresca com gosto de ferro.


