artesiano

aqui fora ao vento nem se vê, mas sob a crosta corre lava, fogo, sob o solo mares de ferro líquido se movem. aqui fora só agulhas e ponteiros denunciam a alma inquieta e rubra.
raspando a casca com unhas e dentes, um dia alcanço meus lençóis d'água, um dia eu mordo o fio desencapado.
meus frutos pedem mais seiva.


