corrente

a cidade faz sentido vista do alto, vista de noite, vista do avesso com seus nervos que brilham na carne angulosa de cimento opaco. a cidade faz sentido entre quatro paredes e seus silêncios encharcados de motores e risos que vazam pelas frestas, pano de fundo perpétuo de ruído e máquinas.
minto, claro. desse rio de amperes e volts o que eu conheço mesmo é a margem por trás da fita isolante.


