querido diário

náufrago escreve comprido com palavras que dão voltas enquanto roda pela ilha, e de tantas linhas em círculos as garrafas voltam quase todas.
escapar a nado requer ritmo, metade das palavras olhando pro fundo, metade sem fôlego de olho no sol.
circense, estendi uma linha tensa entre aqui e não sei onde, e equilibro linhas breves na palma das mãos estendidas.
só olho para baixo quando preciso de ânimo.


