
estórias, as sem H mesmo, começam num salto, dão piruetas, fazem caretas, tiram coelhos da cartola e acabam num salamaleque, sob aplausos e rosas e apulpos da audiência. estórias são delícias.
histórias com H são coisa pra especialistas sisudos, pra figurões em retratos, pra fulano IV, sicrano III, pra livros de capa dura que ficam lindos na estante.
entre o esqueleto da história e o rosto pintado das estórias eu fico com as carnes tenras, as dobras perfumadas, os músculos firmes da vida diária, a poesia sem rima e sem metro das horas mortas.
há fachadas. eu prefiro o verso.


