
os utensílios mais tolos, as máquinas mais estranhas, os sabores mais químicos são todos tão deliciosamente humanos.
um alfinete sozinho responde por todos nós, por tudo o que sabemos, pelo que prezamos, pelas avós, pelas fraldas, pelas barras de calças, pelos alfaiates, pelo inferno metalúrgico, pelos armarinhos, pela extração de minérios, por gerações gritando ui ao furar o dedo, pelas fotos na cortiça, tudo tudo resumido num tantinho de ferro surrupiado das rochas, depurado, surrado, amolado e empacotado aos bilhões para bilhões de mães e mãos e panos.
é tudo muito natural.


