fast forward
eu prezo as pausas que me trazem de novo a vertigem veloz.
eu prezo as pausas que me trazem de novo a vertigem veloz.

a cidade murmura macia sob os pneus, acalanto manso nesse meu berço de asfalto.

pé ante pé, passo a passo, equilibro mal e mal esse fardo de ter nas mãos nada ou quase nada.
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por ruas e pessoas eu nado de braçadas respirando inebriado um mar de almas. para os artistas do ombro a ombro e acrobatas do mano a mano a humanidade a pé não causa espécie.

no fundo tudo bem, no fundo é só perder o pé e o mar te abraça, a corrente te carrega no colo e tudo fica distante, pequeno, tudo afunda ao longe e é só boiar ao sol.
não, não. no fundo eu nado mal, no fundo eu mal respiro. no fundo o que eu quero são ondas que derrubam, eu quero a glória fugidia da espuma luminosa.

ruas são meu rio, meu mar de ondas frescas de vozes e riso, ruas têm cheiro de chuva e de óleo, ruas me jogam flores na cara.
faróis, ventanias, ruas são minha praia.