toc toc toc

o quebra-cabeças não vai montar nunca, já sei. difícil é, depois de anos aos cacos, não encontrar mais a maldita peça que nunca vai encaixar em nada.

o quebra-cabeças não vai montar nunca, já sei. difícil é, depois de anos aos cacos, não encontrar mais a maldita peça que nunca vai encaixar em nada.

dias de cão, quando não ouço meus lobos.
de quantas linhas preciso para pegar meu coração a laço? o bandido fugiu pelos campos e me deixou pastando.
um tombo, dois trancos, três barrancos e lá vai o coração sair do abismo subindo pelas paredes.
e balanço com força o rabo do meu coração vira-lata para ver se ao longe o dono aparece.
bendito o momento raro em que sou todo ouvidos, todo tato, todo olhos. bendito o momento em que o presente me enche a boca.