Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Eis de volta meus mortos, minhas mortes, eis de volta a lembrança viva de que sim, não me lembro mais, sim eu esqueci, e daquilo que marcou minha pele e matou meu tato sobrou pouco, farrapos, detalhes que teimaram em não desbotar e insistem em ter luz, gume, cheiro denso de café, talvez chocolate, quiçá canela, memórias intensas mas desnorteadas, fantasmas sem alma de um corpo que evaporou.

Ela me traz de volta, não sei como, o paladar complexo do que não tem volta.