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internet tête-à-tête artigos de rené de paula jr. |
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Adeus Ano Velho Eu tenho duas teorias, e vou ficar felicíssimo se me convencerem de que estou sendo injusto. Aqui vai a primeira: acho que em 2000 trabalhamos e produzimos muito, mas que aprendemos e evoluímos bem pouco. A maneira como se anda pensando a internet é meio bizarra, tão bizarra quanto: - telefonar para um milhão de pessoas, cantar um jingle e desligar, sem nem perguntar quem fala. Em suma: ao invés de explorarmos o que essa plataforma tem de único, ficamos tentando reproduzir nela o que sabíamos fazer antes. O que sabíamos era seduzir e prometer, despertar desejos, entreter, falar. Não sabíamos saciar desejos, entregar o prometido, não sabíamos ouvir. E é nisso que a internet revoluciona. O que essa plataforma tem de único é criar, onde antes havia uma massa muda e sem rosto, uma ágora onde todos (pessoas e máquinas) dialogam de igual pra igual, onde todos (homens e pc´s) têm voz, onde é possível pensar em relações fecundas, proveitosas. Como entender esse mundo novo? Com os conceitos clássicos da propaganda? Eu acredito que não. Se me perguntarem que disciplina pode contribuir nesse terreno é o marketing de relacionamento, pois tem uma visão voltada para a segmentação, para a mensurabilidade, para a eficiência, para o compromisso com resultados. Aqui entra minha segunda teoria: os bons clientes têm hoje necessidades que vão muito além da capacidade, foco, e discurso dos principais players do mercado interativo. Essas necessidades (muito ligadas ao próprio negócio e a CRM) têm pouco a ver com o modelo de negócios da maioria das agências, que ainda se concentram naquilo que, a meu ver, tem um futuro pouco glamouroso: a publicidade online. Se minha trajetória tortuosa (TV aberta, TV a cabo, propaganda, marketing direto e agora a AgênciaClick), da mídia de massa rumo à criação, produção e implementação de soluções interativas de grande porte, me autoriza a dizer alguma coisa, eu direi: ainda temos que ser muito, muito humildes e reaprender muita coisa. Como diria Millor: "Depois que a tecnologia inventou telefone, telégrafo, televisão, todos os meios de comunicação a longa distancia, é que se descobriu que o problema da comunicação era o de perto. |
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